segunda-feira, 20 de julho de 2009

ENCONTRO 11 – TP4 – Unidades 15 e 16 - OFICINA 8

A oficina referente às unidades 15 e 16 do TP4, ocorreu no dia 13 de julho do corrente ano.
Iniciamos o encontro com a mensagem sementes, em slides, fazendo-nos refletir sobre nossa prática, sobre as pequenas atitudes que farão diferença, no futuro.

Realizamos em seguida o estudo das unidades 15 e 16, muito importantes na continuidade do Gestar. Refletimos sobre a questão da formulação adequada de perguntas para tornar o processo de leitura mais significativo, levando o aluno ao letramento.

Através de questionamentos bem elaborados, ajudamos nossos alunos a sentirem necessidade de ler, pois a leitura terá uma finalidade, um objetivo. Assim, aguçamos a curiosidade de nosso aluno, que buscará informações através da leitura, e esta se tornará interessante ao educando.

Ao conversar com os professores na oficina 6, que aconteceu no dia 16 de junho, a professora e escritora Ivete Kist, ressaltou justamente a questão da curiosidade, da importância de instigarmos a curiosidade dos alunos, confirmando exatamente o que estas unidades apresentam sobre a leitura e a curiosidade.

Devemos sempre contextualizar a leitura, trazendo à tona questões que levem os estudantes a buscarem informações adicionais àquelas apresentadas nos textos.

Criar situações em que os alunos compartilhem a leitura e seus conhecimentos prévios e vivências, levarão os alunos a uma melhor compreensão, a uma compreensão significativa. Se tiver uma boa percepção da estrutura do texto, o aluno terá mais facilidade em compreender o texto.

O texto “Por que meu aluno não lê?”, do “Ampliando nossas referências” enfatiza algo que trabalhamos bastante na oficina sobre o projeto, no dia 9 de julho: “Para formar leitores, devemos ter paixão pela leitura”. Está em nossas mãos a tarefa de transformarmos nossos alunos em leitores apaixonados, que sentem desejo e prazer pela leitura.

A vivência, as práticas das famílias de nossos alunos em relação à leitura e escrita influenciam muito nas práticas deles. Por isso, a escola tem um papel fundamental, construindo um elo entre a sua prática e a da comunidade escolar, oportunizando, a todos, momentos variados de leitura e escrita.

A produção também é fundamental no processo de letramento.

Na troca de experiências das atividades do “Avançando na Prática”, a maioria das cursistas aplicou a proposta relacionada ao texto “Admirável Mundo Louco” de Ruth Rocha. A experiência foi ótima, de acordo com os relatos. Os alunos foram questionados antes de conhecerem o texto e surgiram respostas interessantíssimas e muito criativas, como hipóteses a partir do título. Além disso, algumas professoras solicitaram que os alunos desenhassem o que o título sugeria, resultando em verdadeiras obras de arte. Em todas as turmas em que o trabalho foi realizado, novamente os alunos foram muito receptivos e ficaram muito curiosos em conhecer o texto, em ler o texto. Também se envolveram do início ao fim do trabalho. Não houve dificuldades em realizar o trabalho e os alunos também não tiveram dificuldades.

Outra atividade realizada por outras professoras foi a sugerida no “Avançando na Prática” da Seção 1 da Unidade 16. Os alunos foram muito criativos em suas produções, contando coisas que realmente marcaram algum momento de sua vida. Também foi um trabalho muito interessante e que realmente envolveu os alunos de formam prazerosa.
Realizamos a atividade prática sugerida nesta oficina sobre a diversidade cultural. As professoras organizaram um planejamento a partir das imagens das crianças e das profissões relacionadas. Várias idéias foram apresentadas pelas professoras cursistas que levaram a outras sugestões de atividades ao serem apresentadas às colegas.

Andréa Cristine Haupt

domingo, 12 de julho de 2009

ENCONTRO 10 – OFICINA DO PROJETO (3)

No dia 09 de julho, nos reunimos para dar continuidade à elaboração do projeto de incentivo à leitura e à escrita.

Iniciamos o encontro com vídeos da TV Escola, sobre leitura: “Professor: leitor e formador de leitores: Ler e escrever, compromisso da escola – partes 1, 2 e 3”.

Após assistir os vídeos, partimos para um debate muito interessante, complementando as leituras já realizadas sobre a importância da leitura e da escrita.

Também apresentei o seguinte questionamento de Ávila e Noll, 1996 “Como pode um professor não leitor, não produtor de textos possibilitar a seus alunos condições para o desenvolvimento da paixão pela leitura e pela escrita?”, que também gerou várias colocações relevantes.

É muito importante que o aluno perceba que o professor é um leitor assíduo, que gosta de ler e tem a leitura como um hábito diário e prazeroso. O professor precisa ser leitor e produtor de textos para incentivar os alunos a serem também, incentivar os alunos a adquirirem o gosto e o hábito de ler e escrever.

As professoras cursistas em três grupos. Cada grupo passou a elaborar uma parte do projeto (problemática, fundamentação teórica, objetivos) que, em outro encontro, será compartilhada e revisada.

O trabalho foi muito produtivo, como nos demais encontros já realizados. As idéias são muitas e a vontade e entusiasmo são contagiantes.


Andréa Cristine Haupt

segunda-feira, 6 de julho de 2009

ENCONTRO 9 – TP4 – Unidades 13 e 14 - OFICINA 7

No 02 de julho realizou-se a oficina relativa às unidades 13 e 14 do TP4.
O encontro iniciou com os slides do livro “Zoom”, de Istvan Banyai. Foi muito interessante, pois as professoras ou não o conheciam ou não lembravam mais do livro. Ao apresentar cada slide, questionava as professoras que iam sugerindo o que poderia ser cada uma das imagens, em que contexto estava inserida, e assim por diante. Ao verem o primeiro slide, imaginaram coisas como: um pedaço de pizza, um guardanapo,... sem chegar a conclusão do que realmente era. A cada slide, comentários de todos os tipos surgiam, tornando-se um momento de reflexão, descontração e criatividade.
Logo após, realizamos a retomada dos textos básicos e de referência das Unidades 13 e 14, com participação de todas as cursistas. Muitas colocações e reflexões a partir das leituras surgiram, inclusive, relacionando-as com nossa prática em sala de aula. Foi um momento muito enriquecedor.
Ressaltou-se a importância de trabalhar a leitura e a escrita com atividades diversificadas que nos façam refletir sobre as diferentes situações sociocomunicativas, os gêneros, as técnicas de leitura e escrita, tendo sempre em mente nossos objetivos. Devemos oportunizar aos alunos práticas que desenvolvam as habilidades de leitura e escrita, possibilitando a organização e construção do conhecimento, através do acesso a ambientes e ferramentas da cultura letrada. Ressaltou-se novamente a importância de proporcionar aos alunos o contato com gêneros textuais variados, o que auxilia na compreensão textual e também na produção.
Também é relevante que tenhamos recursos de oralidade, leitura e escrita contemplados em nosso planejamento, para que a construção do conhecimento realmente aconteça. Sendo assim, o professor deverá organizar um roteiro de questionamentos que nortearão as discussões orais e/ou escritas para auxiliar no processo de letramento dos alunos.
Outro ponto destacado foi o de encontrar meios de fazer com que o aluno tenha necessidade de ler, com que desenvolva a consciência da importância de ler diferentes gêneros textuais. Temos que conhecer os interesses dos alunos, suas experiências e vivências para, a partir daí, proporcionar momentos e textos capazes de mobilizá-los para a leitura. A contextualização, conhecimento da biografia do autor, de sua realidade, sua época histórica, localização geográfica de sua cidade, são fundamentais para situar o aluno em relação ao texto a ser lido assim como para motivá-lo para a leitura do mesmo.
As cursistas apresentaram ao grupo suas práticas a partir do AVANÇANDO NA PRÁTICA, que só veio a acrescentar as discussões feitas anteriormente e ao trabalho em sala de aula. A seleção das atividades aplicadas pelas professoras teve como critério principal a continuidade dos trabalhos que estavam sendo realizados, assim como o tempo disponível (número de aulas) até a oficina destas unidades. Convém ressaltar que algumas professoras, devido a atividades realizadas pela escola e pela Secretaria de Educação tiveram menos aulas para realizar as práticas com seus alunos. Este fato acontecerá no decorrer do ano, já que são atividades importantes que envolvem toda a(s) escola(s).
Dentre as atividades escolhidas, ressalto o Avançando na Prática da Seção 1 da Unidade 13. A turma foi dividida em grupos, cada grupo recebeu um ambiente letrado para observar. Durante as observações os alunos foram registrando suas observações, o que lhes chamou atenção, organizando cartazes no momento seguinte. Os alunos envolveram-se completamente no trabalho, observando coisas que antes nem percebiam. Após, os grupos apresentaram para a turma suas anotações e comentaram como foi o trabalho, fazendo reflexões interessantíssimas a partir das observações. Para finalizar, os alunos produziram um texto a partir das apresentações feitas. Alguns alunos fizeram em forma de relatório, outros utilizaram gêneros com receita, propaganda, enfim, foram bem criativos.
Também foi realizado o trabalho com o poema “Cidadezinha Qualquer” que, segundo a professora cursista Veranisa, resultou em uma profunda e construtiva reflexão sobre a cidadezinha do poema, comparando-a a nossa cidade, ao bairro onde moram, a época histórica em que foi escrito, a biografia do autor,... O trabalho foi muito produtivo e envolveu a todos desde as atividades orais, como de leitura e escritas.
Também foi realizada a atividade sugerida na Seção 2 da Unidade 14. A professora fez um levantamento de assuntos de interesse dos alunos e dois assuntos despertaram a curiosidade da turma em geral: homossexualismo e desarmamento. A turma dividiu-se em dois grandes grupos. Cada qual se inteirou, aprofundou um dos assuntos e, cada grupo, foi novamente dividido: um a favor do assunto em questão e outro contra. Durante a apresentação do trabalho, um grupo defendia a idéia e outro dava sua opinião contra com argumentos bem convincentes e opiniões bem formadas. Ambos assuntos geraram outras reflexões e colocações, com seriedade e comprometimento dos alunos. Após, ao avaliar o trabalho, os alunos foram unânimes em destacar que este trabalho é muito construtivo e favorece o desenvolvimento da opinião de cada um.
Assim, todos os trabalhos desenvolvidos tiveram ótimos resultados e envolveram os alunos com entusiasmo.
Na sequência, as cursistas, divididas em trios, realizaram a transposição de gênero da música “Baião”. As professoras foram muito criativas. Surgiram os gêneros receita, convite formal, convite oral, entrevista.
A avaliação do encontro foi positiva e mais uma vez as professoras saíram do encontro convictas de que estão realizando um trabalho fundamentado em teorias relevantes e construindo novas idéias para serem colocadas em prática.

Andréa Cristine Haupt

terça-feira, 30 de junho de 2009

ENCONTRO 8 – Oficina Livre (2)

No dia 26 de junho aconteceu a segunda Oficina Livre do GESTAR II – Língua Portuguesa, em Arroio do Meio – RS.
Iniciamos os trabalhos com os slides do livro “O Carteiro Chegou”, de Janet & Allan Ahlberg. Este livro ainda não era conhecido pelas professoras cursistas que acharam o mesmo muito interessante e ótimo para ser trabalhado com seus alunos, devido a riqueza e diversidade de gêneros textuais que ele apresenta. Também é muito atraente por trazer, numa mesma história, diversas personagens de histórias consagradas diferentes, fazendo com que a trama se enriqueça.
A partir dos slides, houve uma discussão sobre a importância dessa diversidade de gêneros textuais em um mesmo trabalho, dentro de um mesmo eixo temático.
Na sequência, as professoras trouxeram suas anotações sobre leitura, alfabetização e letramento, que deram início a um momento de estudo sobre o assunto. Houve debate e análise das colocações feitas, com participação ativa de todas as cursistas.
Na seqüência, assistimos aos vídeos da TV Escola, “Alfabetização e letramento: os desafios contemporâneos (Alfabetização, leitura e escrita)" – partes 1 e 2.
Depois disso, apresentei algumas colocações essenciais sobre a construção da leitura e da escrita, sobre alfabetização e letramento, durante as quais, as professoras contribuíam muito com suas colocações.
À medida que a parte teórica ia sendo estudada, as professoras cursistas faziam relações com sua prática, sendo essas relações fundamentais para a compreensão do assunto estudado.
Encerramos o encontro com uma atividade sobre o poema “Cidadezinha Qualquer”, de Carlos Drummond de Andrade. Iniciamos com a apresentação de fotos sobre Itabira-MG, e dados biográficos do autor.
Logo após, assistimos ao vídeo “A Cidade e o Poeta”, documentário sob a direção de Luelane Correa, que retrata o cotidiano em volta da estátua de Carlos Drummond de Andrade, no calçadão de Copacabana - Rio de Janeiro, onde a cidade reinventa o Poeta e faz uma crônica de si mesma.
Também assistimos a um vídeo com a declamação do poema e a um clip do poema transformado em música.
Foram feitos inúmeros comentários sobre as imagens assistidas e em seguida, em trios, as professoras levantaram questionamentos capazes de interessar seus alunos pelo poema. Cada trio realizou a atividade, para uma determinada série (ano), de 5ª a 8ª (6º ao 9º).

As professoras envolveram-se durante todo o trabalho, com reflexões e contribuições relevantes, aprimorando assim seu conhecimento e, com certeza, sua prática em sala de aula.

Andréa Cristine Haupt

segunda-feira, 22 de junho de 2009

ENCONTROS 6 e 7 - Projeto, Palestra com Escritora - OFICINA DO PROJETO (2) - e TP3 (Unidade 11 e 12) - OFICINA 6

O dia 16 de junho foi um dia muito especial para o grupo do GESTAR II - Língua Portuguesa, de Arroio do Meio, Rio Grande do Sul. Realizamos duas oficinas, uma à tarde e outra à noite, marcadas pela presença da professora, doutora em Letras e escritora Ivete Kist, além de darmos continuidade ao projeto e aos estudos do TP3 (Unidades 11 e 12).

Na parte da tarde, iniciamos com uma reflexão a partir do texto “Gaiolas e Asas”, de Rubem Alves, que levantou inúmeras colocações relevantes em relação à educação, à escola e ao comportamento dos alunos, que em nosso município ainda encontramos uma realidade mais tranquila se comparada a de outros municípios.

No momento seguinte, passamos a estudar, em grupos, sobre a leitura, sua importância e sua relação com a produção escrita, para elaboração da fundamentação teórica do projeto que será realizado por todas as professoras participantes do GESTAR II Língua Portuguesa. Como já mencionei em outra ocasião, o projeto já estava sendo realizado em nossas escolas do município, e, com o GESTAR, ele será aprimorado e implementado com maior ênfase e fundamentação.

Cada grupo realizou leituras de materiais sobre o assunto, registrando pontos importantes para o projeto.

Logo após, tivemos a presença da professora, doutora em Letras e escritora Ivete Kist, que enriqueceu nosso trabalho com sua participação. Falou sobre A Escola e a Curiosidade, sobre a importância de se desenvolver uma pedagogia da curiosidade para que nossos alunos tenham uma motivação maior para estudar, para ler, para escrever. Seu trabalho com o grupo de professoras cursistas tem a ver com o projeto que está sendo desenvolvido, sobre o incentivo à leitura e à produção.



É importante ressaltar que a participação na CULTURARTE (evento que ocorre anualmente e valoriza a leitura, produção, expressão cultural) fará parte do projeto. Durante este evento, a escritora Ivete Kist trabalhará com os alunos de 5ª a 8ª séries, no que chamamos de ESCRITOR PRESENTE. Seu trabalho será na linha de instigar a curiosidade dos alunos, relatando sua experiência de escritora e experiência de vida (viagens realizadas, conquistas profissionais e pessoais e a importância da leitura).


Foi um momento marcante e de muita contribuição ao trabalho que estamos realizando, tanto em relação ao projeto como em relação ao GESTAR II.

À noite, passamos ao estudo das unidades 11 e 12 do TP3. Realizamos um debate e reflexão sobre os tipos textuais (descrição, narração, injuntivo, preditivo, dissertativo – argumentativo e expositivo) e a inter-relação entre gêneros e tipos textuais (gêneros textuais e seqüências tipológicas; sequências tipológicas em gêneros textuais; a intertextualidade entre gêneros textuais). As professoras cursistas participaram ativamente, demonstrando que realmente compreenderam o assunto.


Ao passarmos para o relato de experiências, as professoras explanaram sobre o trabalho realizado, em sala de aula, com um dos AVANÇANDO NA PRÁTICA destas duas unidades.


Algumas professoras realizaram o jogo da seção 1 da unidade 11, que foi bem interessante, tendo a participação e envolvimento dos alunos, com entusiasmo e interesse. Relataram que não houve dificuldades em aplicar esta atividade.

Outras cursistas utilizaram a sugestão da seção três da mesma unidade, com imagens diversas, selecionadas pela professora. Os alunos trabalharam em duplas, cada qual com uma imagem diferente das demais. Também foi muito bom o trabalho, que exigiu mais tempo e envolvimento dos alunos, o que não foi problema.

Também foi aplicada a atividade da seção 3 da unidade 12, que desenvolve um trabalho de transposição de gêneros. A professora relatou que os alunos foram muito criativos e também gostaram de realizar este trabalho, pois favorece e estimula a produção de uma forma prazerosa, sem parecer uma obrigação, uma tarefa desgastante.

Em seguida, passamos para a parte III da oficina. Lemos o texto “Composição: O Salário Mínimo”, de Jô Soares. Debatemos sobre o mesmo e realizamos a atividade sugerida. Ao discutirmos sobre os argumentos que podem nos indicar que o texto é uma redação escolar e outros que mostrem não se tratar de uma atividade escolar, surgiram muitas colocações e reflexões a respeito.

Observando as sequências tipológicas, caracterizando as condições sócio-comunicativas de produção, a correção linguística e gramatical, verificando os elementos de coesão e coerência, as professoras não tiveram dificuldades em perceber que não se trata de redação escolar. Como todas conhecem bem o autor, logo chegaram à conclusão de que é um texto humorístico e, com a discussão, confirmaram a ideia de que existe uma intertextualidade entre gêneros, com a ironia bem conhecida de Jô Soares.

Ao final das oficinas do dia 16 de junho, as professoras avaliaram os trabalhos e colocaram que foi um dia muito proveitoso e enriquecedor. O trabalho foi muito produtivo e a participação da professora, doutora em Letras e escritora Ivete Kist só teve a acrescentar. Todas estão muito motivadas com o GESTAR II, sendo que o impacto inicial passou. Também estão empolgadas com as atividades aplicadas com seus alunos e com o projeto que já está sendo trabalhado.

Andréa Cristine Haupt

FOTOS DOS ALUNOS DA PROFESSORA CURSISTA ADRIANA, RELIZANDO
O JOGO DA SEÇÃO 1 - UNIDADE 11 - TP3

sábado, 13 de junho de 2009

ENCONTRO 5 - TP3 - UNIDADES 9 E 10 - OFICINA 5

No dia 08 de junho de 2009, realizamos o 5º encontro do GESTAR II – Língua Portuguesa, sobre o TP3, referente às unidades 9 e 10.

Iniciamos o encontro com a leitura do texto “Tarefas da Educação”, de Rubem Alves. O texto levou-nos a uma profunda reflexão sobre nossas práticas e sobre as dificuldades que as crianças e adolescentes tem em pensar, já que vivemos em um mundo imediatista e tecnológico. Tudo o que for rápido e prático, que não exige algum esforço mental ou físico, ou até mesmo muito tempo de concentração, é o que conta, é o que interessa. Quando há uma certa necessidade de refletir, analisar, pensar, eles desistem com facilidade. Foi uma discussão muito proveitosa
Na sequência, passamos ao estudo da unidades 9 e 10 do TP3, levantando pontos relevantes destacados no estudo em casa. As professoras cursistas foram expondo suas anotações, levando a reflexões em relação aos gêneros textuais e a importância de trabalharmos com uma diversidade de gêneros em torno de um eixo temático. Também destacou-se a importância de deixar o aluno escolher o gênero que utilizará para transmitir sua mensagem, de acordo com seu conhecimento de mundo, seu(s) interlocutor(es), sua intenção sociocomunicativa.

Após, as cursitas explanaram sobre a Lição de Casa e a aplicação do “Avançando na Prática” escolhido por cada uma para ser trabalhado em sala de aula.

Das 12 cursistas, 11 escolheram a atividade das fábulas e uma escolheu a atividade sobre biografia. Uma das que escolheu fábulas relatou que antes de iniciar o GESTAR e conhecer o material, já havia feito um trabalho semelhante ao proposto sobre biografias.

A seleção da atividade foi feita levando em conta o que estava sendo trabalhado em sala de aula, para ter uma sequência.

A professora curista Adriana, que escolheu Biografia para trabalhar com suas turmas de 4ª série, optou por esta atividade pois estava trabalhando com fábulas de Esopo e de La Fontaine e considera importante que o aluno conheça um pouco sobre os autores. Então, encaminhou pesquisas sobre estes autores na Biblioteca e no Laboratório de Informática da escola, com acompanhamento dela, da bibliotecária e da professora de Informática, sem citar o termo “biografia”. Com a pesquisa, os alunos depararam-se com a palavra e também pesquisando descobriram seu significado e sua estrutura. Registraram sua pesquisa no caderno e escreveram sua biografia (sem falar em autobiografia). Depois disso, em grupos, criaram perguntas para uma pessoa específica (diretora, vice-diretora, faxineira, merendeira, secretária, professora,...), realizaram a entrevista com a pessoa escolhida e passaram para a produção da biografia desta pessoa. “Ao ralizarem as atividades os olhinhos dos alunos brilhavam. Trabalharam envolvidos em todos os momentos, com vontade e curiosidade. Foi excelente.” – relatou a professora.

A professora cursista Soeli, realizou trabalho com biografias antes mesmo de conhecer o GESTAR, com seus alunos de 7ª série. Os alunos pesquisaram sobre celebridades e pintores que estavam estudando em Artes e realizaram suas produções biográficas. Escolheu o Avançando na Prática sobre fábulas para trabalhar com os alunos.

O trabalho com as diferentes versões de “A Cigarra e a Formiga” seguiram mais ou menos um mesmo padrão, tendo algumas atividades diferentes propostas em cada turma / escola, dependendo do grau de aprofundamento possível, de acordo com a série. Este trabalho foi realizado com turmas de 4ª a 8ª séries, cada professora com sua turma. As atividades variaram entre o início com uma reflexão sobre gêneros textuais através da dinâmica da Pasta da Linguagem (turma de 8ª série) e o início com a apresentação da versão original da fábula “A Cigarra e a Formiga” para depois partir para as outras versões apresentadas no TP3 (turma de 4ª série). Também trabalharam a biografia dos autores dos textos apresentados aos alunos em todas as séries. Em todas as turmas surgiram vários questionamentos por parte dos alunos em relação a moral das fábulas apresentadas, aos personagens por serem animais que falam, sobre a importância doe todos os tipos de trabalho,... Os alunos, principalmente das turmas menores apresentaram dificuldade em compreender a moral, principalmente da versão da formiga má. Certo aluno comentou “o autor falou mal dele mesmo com essa moral...”. A professora percebeu que precisa retomar o conceito de trabalho para facilitar a compreensão. Também neste trabalho, os alunos envolveram-se e participaram ativamente.

Durante a explanação das aplicações em sala de aula, as professoras foram relatando outras atividades já realizadas em momentos anteriores, ainda antes de conhecerem o GESTAR, que seguem a metodologia sugerida, enriquecendo a troca de experiências. Os relatórios foram recolhidos, juntamente com atividades de alguns alunos, para compor o portfólio de cada professora.

A única dificuldade encontrada pelas professoras foi o pouco tempo para realizar o trabalho, visto que as escolas têm sua organização, assim como o município, e alguns professores tiveram poucas aulas devido a outras atividades que coincidiram como: palestras na Semana do Meio Ambiente, Jogos Interescolares, final de Trimestre (em nossas escolas a avaliação é trimestral),...

Passamos então para a Parte II do encontro, que foi encaminhada da seguinte forma:
Em trios, utilizando os textos das páginas 192 e 193, ou suportes de textos variados à disposição (imagens, charges, fábulas, crônicas, artigos de opinião, editoriais,...), as professoras planejaram atividades de leitura, interpretação e produção de textos, visando à análise, caracterização e classificação dos gêneros textuais, partindo de um eixo temático. As atividades propostas foram registradas e apresentadas posteriormente ao grande grupo, que mais uma vez participou sugerindo atividades a mais para incrementar e aprofundar as propostas.
















A avaliação do encontro foi muito positiva, pois as professoras cursistas ressaltaram a importância da troca de experiências, que favorece e enriquece o trabalho.

O próximo encontro será no dia 16 de junho, sobre projeto e também teremos uma palestra a professora doutora em Letras e escritora Ivete Kist, de nosso município, que trabalhará com nossos alunos em agosto, durante atividades da CULTURARTE, como escritora presente.

Observação: CULTURARTE é um evento anual que envolve diversas atividades culturais realizadas em agosto e setembro, em Arroio do Meio, entre elas: escritor presente, Feira do Livro, Lançamento do livro do Concurso Literário, Mostra de Esquetes Teatrais, mostra de Artes Plásticas, Mostra Pedagógica, palestras,...

Andréa Cristine Haupt

RELATÓRIO DA PROFESSORA ADRIANA MENEGHINI LERMEN E FOTOS DE SEUS ALUNOS

A atividade escolhida da unidade 9 foi a denominada Biografia.

O desenvolvimento da mesma deu-se de forma espontânea e agradável por parte dos alunos. O envolvimento dos mesmos foi muito grande mostrando muito interesse e curiosidade em expor os dados da sua biografia, quanto, a saber, sobre a vida dos outros indivíduos envolvidos no trabalho.

Aproveitando que estávamos estudando poemas, resolvi falar e questionar as crianças sobre o nosso grande poeta gaúcho, Mário Quintana, quando agucei a curiosidade deles sobre este importante escritor, nesta conversa usei várias vezes a palavra biografia, até que questionei se algum deles sabia o significado da mesma, como tivemos mais de uma resposta, resolvemos procurar no dicionário e copiar no caderno.

Sugeri inicialmente para que pesquisássemos, aproveitando o Laboratório de Informática, na Internet a biografia do poeta e a imprimíssemos para termos no caderno para estudar.

No segundo momento fomos à biblioteca da Escola e manuseamos com enciclopédias e livros biográficos para que os alunos vivenciassem a maneira diferente que nos é colocada a informação em relação à Internet (foi interessante, pois os alunos queriam retirar os livros manuseados).

Na volta para a sala de aula comentamos o que vimos; como estavam dispostas as informações; o que era mais importante, etc.

A tarefa de casa era fazer a sua biografia para apresentar em aula e entregar para mim. Todos fizeram a tarefa e apresentaram com muita satisfação.

Dando continuidade, após uma conversação aonde chegamos à conclusão que toda pessoa tem sua própria biografia, organizamos grupos de quatro integrantes para elaborarem, no mínimo dez questões para pessoas importantes na escola, as questões eram a escolha do grupo e seriam feitas em forma de entrevista. Após a entrevista concluída o grupo volta para a sala de aula e transforma as questões e as respostas em texto narrativo com o seguinte título: “A biografia de.................”.

A biografia do entrevistado foi apresentada para a turma na aula seguinte, e ao mesmo tempo o grupo era questionado sobre as informações contidas nos textos, se eram importantes e o que ainda poderia ter sido perguntado.

Como já foi dito no início deste relatório, senti que os alunos gostaram muito desta atividade, pois interagiram com vários materiais e pessoas, e isso é sempre muito atraente e empolgante. A novidade aguça a curiosidade de qualquer criança, principalmente quando elas são as autoras do trabalho e os outros, neste caso, os colegas, desconhecem o conteúdo do mesmo.

Adriana Lermen


FOTOS DOS ALUNOS DA PROFESSORA CURSITA SOELI DITRICH, DESENVOLVENDO TRABALHO SOBRE BIOGRAFIA















domingo, 7 de junho de 2009

ENCONTRO 4 – OFICINA DO PROJETO (1)

No dia 02 de junho, nos reunimos para refletir sobre a importância da elaboração de projetos, a partir de embasamento teórico sobre o assunto. Primeiramente, as professoras trabalharam em pequenos grupos com leituras de textos de diversos autores.
Num segundo momento, em plenária, foi feita a explanação sobre as leituras, levantando pontos relevantes e inúmeras sugestões de projetos interessantes que podem ser desenvolvidos.
Discutimos e analisamos cuidadosamente todas as sugestões, com o intuito de buscar o melhor tema para o projeto de cada professora.
Como a questão da leitura, do letramento, tem uma função importantíssima na aprendizagem e na formação de cidadãos conscientes e críticos, e, também pelo fato de que as escolas de nosso município já possuem uma caminhada relevante em relação ao incentivo à leitura, ficou resolvido que este será o assunto do projeto de nosso município.
Portanto, todos as professoras desenvolverão o mesmo projeto. Este terá uma elaboração coletiva, sendo que cada professora aplicará o projeto em sua escola, dando ênfase aos aspectos mais importantes e necessários de acordo com a realidade de seus alunos.

O trabalho realizado nas escolas, até aqui, será aperfeiçoado e, tenho a certeza de que, ao final, será realizado um riquíssimo trabalho com excelentes resultados.